Socializando o seu Pet

(Palestra Alexandre Rossi)


 

O que podemos fazer com o nosso filhote para que ele não tenha medo do veterinário e nem do banho e tosa?

 

(O que aprendemos com a palestra do Alexandre Rossi e Daniel Svevo na Feira Pet South America - São Paulo dia 30.08.2016)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Deve existir uma relação entre os profissionais, pois um apoia o trabalho do outro. O adestrador apoia o veterinário, o tosador, o recreador e assim vai. É um ciclo e todo trabalho deve ser feito para apoiar e melhorar a vida dos nossos filhotes. 

 

O período mais importante de socialização do pet é a primária, que vai do 21º dia até 3 meses para o cão e do 21º até 2 meses para o gato. Porém é um período polêmico, pois os veterinários pedem para que a gente não tire os pets de casa pois eles ainda não estão 100% protegidos. 

 

O objetivo dessa socialização é preparar o pet para viver em sociedade, porque teoricamente seria contra a natureza do animal. E como imunizar o pet contra doenças do comportamento. O mesmo acontece com a vacina. Nós expomos os animais a uma certa doença aos poucos, assim ele vai criando imunidade. 

 

 

 

 

Para evitar essas doenças de comportamento temos que expor os pets a algumas situações. E só temos essa fase para prepará-lo, pois se ele crescer pode será muito mais complicado para corrigir. Geralmente vemos problemas de medo ou agressividade,  por dominância, mas quando é por falta de socialização é bem mais difícil. Então essa fase de exposição dos pets a alguns cenários de maneira controlada é bem melhor. Por exemplo: Imagina sair com o seu pet (carregado) em uma rua de bairro, aqui ele vai acostumando com o barulho, com pessoas e carros. Ou sair com ele em uma avenida grande com muito mais barulho, muito mais carros. Essa não seria uma exposição indicada. 

 

Então vamos lá, como fazer isso? Temos que expor os pets a situações controladas, eu não posso colocar o meu cachorro próximo de um gato que eu sei que é brabo. Então não posso colocar em situação de perigo, mas sim em um local que conhecemos. Colocar o pet com crianças, adultos, idosos, outros cães, gatos, barulhos de aspirador, secador e barulho de rua. Seria também interessante levar o seu filhote para o veterinário sem necessariamente dar vacina. Imagina o quanto ele vai odiar o veterinário, eu chego, coloco ele em uma mesa gelada, em uma superfície lisa e ainda levo uma agulhada. Imagina? 

 

O que o Dr Pet indica é que você utilize a ração / petisco para socializar o pet no pet shop e na clínica veterinária. Como fazer isso? Levar ele carregado para o pet para que ele ouça o barulho do secador e enquanto ele está ouvindo o barulho, você vai dando o petisco / ração. O mesmo com a clínica veterinária, devemos levar ele na clínica veterinária e enquanto o pet brinca com o petisco e o veterinário mexe dentro da orelha dele, nas patinhas, nas almofadas, na boca, dar a beliscadinha da vacina e massagear o cão. Podemos dar pedaços bem pequenos de petiscos, ou então deixar ele inteiro e deixar somente uma pontinha do petiscos para fora para que o pet vá tirando os pedacinhos aos poucos. 

 

Nas primeiras visitas aos veterinários levar sempre petiscos, pois geralmente o cão saudável tem sempre apetite. O carinho também faz parte, mas não fica tão claro que ele está gostando. Um detalhe importante: o petisco e o carinho deve ser dado antes da vacina e não depois.

 

Os gatos que geralmente aparecem para a consulta em caixas de transporte, e seria melhor desmontarmos a caixa, abrindo as laterais e tirando ele por cima e não pela portinha. Depois passamos um pano em cima do gatinho para que ele se sinta protegido e então poderemos manipular o gatinho. 

 

Mas só relembrando… Para fazer uma socialização segura é necessário sair para passear com ele carregado e não colocar no chão. O passeio poderá também ser feito de carro. A apresentação para outros cães deve ser com pets conhecidos, que você tenha a certeza que este cão é saudável e vacinado. 

 

Quando ele visitar a clínica veterinária também é necessário ter cuidado, já que lá eles recebem também pets que estão doentes. Outro erro que cometemos é entrar em casa com sapatos, pois os pets gostam de morder os sapatos dos donos. A indicação é que entremos descalços e devemos tirar estes sapatos do alcance dos pets. 

 

E quando o medo já existe, o que fazer? 

 

Esse medo pode ter vindo de experiências anteriores que os pets já tiveram ou da sua personalidade, isto é, o pet pode ter como característica esse temperamento receoso ou então nós podemos estar reforçando a agressividade. E o responsável somos nós, pois quando recuamos para o cão faz sentido, pois assim as pessoas não chegam perto dele. Para isso precisamos treinar o pet, ir dessensibilizando com petiscos, carinhos e ir tocando em lugares que os pets não gostam. Porém se cada vez que eu achar que ele vai me morder eu tirar a mão eu estou ensinando o pet a ser dominante. Se você não conseguir fazer este treinamento é melhor chamar um especialista, pois o mesmo tem técnica e material para isso. 

 

Com essas pequenas ações podemos ajudar a vida de todos os envolvidos: o pet shop, a clínica veterinária, o passeador, as suas visitas e principalmente, o seu pet!

 

Obrigada Dr. Pet!

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